Tenha um relacionamento com o Pai e não viva mais aflito e desamparado! (parte 5)
A partir do simbolismo da aliança de casamento, vamos ver o que nossas práticas espirituais significam para Deus. Suponha que eu tente fazer da aliança mais do que ela é. Suponha que eu me torne um traste de marido, cruel e desleal. Imagine que eu falhe em prover às necessidades de minha esposa, de cuidar de nossos filhos. Que um dia ela chegue ao ponto de dizer-me:
“Você não é um marido para mim. Não há amor em seu coração, nem devoção em sua vida. Quero que você se vá.”
Como você acha que ela reagiria, se eu rebatesse:
“Como você ousa dizer isto, meu bem?! Estou usando a nossa aliança. Eu nunca a tirei do meu dedo um minuto sequer! É certo que espanquei você e enganei você, mas sempre usei a aliança. Isto não basta?”
Você acha que tal defesa a levaria a desculpar-se:
“Oh querido, como sou esquecida. É certo que você me tem espancado e me negligenciado, mas deixo tudo isso de lado porque você tem usado a aliança”?
Ela nunca diria isso. Por quê? Porque sem amor a aliança nada significa. O símbolo representa o amor, porém não o substitui.
Substitua minha aliança por um símbolo cristão, tal como batismo, eucaristia, ou ser membro da igreja. “Deus, eu nunca penso no Senhor. Sei que odeio as pessoas, engano meus amigos e minto à minha esposa. Mas o Senhor não se importa, não é? Já viu como “adoro” nos momentos de louvor?”
Você acha que Deus diria:
“Você está certo. Você não me respeita. Você odeia seu vizinho, é desonesto nos seus negócios e maltrata suas crianças, mas uma vez que você foi batizado, passarei por alto a sua rebelião e seu mau caminho”?
Papo furado. Ele nos aceita, não porque confiamos em uma série de rituais e símbolos, mas porque estamos entre aqueles que “...adoram o Pai em espírito e em verdade. São estes os adoradores que o Pai procura” (João 4.23
Pr. Zé Carlos