A Finalidade da Oração
(Parte 2)
Se Deus sabe, por que então devo suplicar? Por que ele não resolve de vez dar-me aquilo que necessito, sem que eu tenha que pedir? Será que Deus é um desses pais sádicos que não soltam a “grana” enquanto não vêem seus filhos humilhados e convencidos do seu grande “poder”? Estes conceitos que temos, grande parte das vezes nascem das memórias e experiências da infância.
Eu tenho quatro filhos. Para mim, embora seja bastante limitado em minhas percepções, não era muito difícil saber o que eles necessitavam. Principalmente quando se tratava de coisas materiais. Como pai, não lhes negava tudo aquilo que julgava necessário para ao desenvolvimento físico, mental, social e espiritual deles. No entanto, o que eu mais gostaria de ver neles e estou certo de que é também o que eles mais procuram em mim, embora nem sempre demonstremos isto, é uma relação pessoal de amizade, amor e aceitação.
Se nós que somos pais sabemos o que nossos filhos necessitam e temos o maior prazer em lhe atender, nosso Pai celeste, com toda certeza, também sabe o que precisamos e o que é melhor para nós, e tem muito mais prazer em responder aos anseios dos seus filhos. Mas o que o Pai do céu busca são filhos que o procurem, não pelo que ele tem para oferecer, mas por quem ele é e pelo prazer de estar com ele em comunhão e amizade.
E você, o que pensa? Será esta a motivação da maioria das pessoas que procuram os templos religiosos?
Zé Carlos