A Finalidade da Oração
(Parte 4)
A maioria das vezes que nossos filhos se aproximam de nós com palavras de carinho como “paizinho querido”, é porque querem algo que sabem que em condições normais não receberiam.
Isto não é muito diferente no mundo espiritual. Boa parte das mensagens que ouvimos hoje e dos livros que tratam do tema da oração propõe como tirar o melhor proveito da sua relação com Deus.
A oração é vista como um instrumento que tem por finalidade explorar o máximo possível os recursos que Deus dispõe.
Deus é apresentado como uma fonte inesgotável de poder que é colocada à nossa disposição. Tudo o que precisamos fazer é colocar esta fonte trabalhando à nosso favor. Para isso usamos todo tipo de “técnicas espirituais”.
Deus tornou-se mais um “objeto” com o qual nos relacionamos utilitariamente.
O risco que corremos é o de não experimentarmos aquilo que foi o centro da vida e espiritualidade de Jesus: sua intimidade com o Pai. Não resta a menor dúvida de que todo pai que ama seus filhos deseja o melhor para eles. Esta, inclusive, é uma analogia que encontramos nas Escrituras, quando Jesus pergunta:
“Qual de vocês, se seu filho pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou se pedir peixe, lhe dará uma cobra? Se vocês, apesar de serem maus, sabem dar boas coisas aos seus filhos, quanto mais o Pai de vocês, que está nos céus, dará coisas boas aos que lhe pedirem!” (Mateus 7.9-11)
O Pai do céu deseja dar boas coisas aos seus filhos, muito mais do que desejariam nossos pais terrenos. A questão é: cremos nisso? Você crê nisso?
Zé Carlos